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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Professor reprova turma inteira e se defende!

(REPRODUÇÃO)

Ivan Horwitz é um professor de Administração Estratégica na Universidade A&M-Galveston, no Texas. Cansado de ver o comportamento de seus alunos, tomou uma atitude que revoltou muita gente: reprovou cada um deles com uma bela nota F.

Mas se explicou e se explicou bonito. Em um e-mail enviado aos alunos, ele diz o seguinte:
   “Desde que comecei a ensinar este curso eu peguei vocês colando e ouvi ‘relaxa’, ‘me deixe em paz’, ‘volte para a lousa’. Me chamaram de ‘completo idiota’ bem na minha frente; um aluno assinou a lista por outro; outro matou aula, mas disse que veio; eu ouvi muitos rumores falsos e cruéis sobre mim e sobre outras pessoas e tive até que apartar briga de estudantes.
   Nenhum de vocês, na minha opinião, considerando o comportamento em sala, merece passar de ano e se formar um Aggie [apelido dado aos alunos formados lá], já que vocês, de maneira alguma, honram o que a universidade preza e espera de um formando em termos de caráter. São por estes motivos que eu estou oficialmente largando o curso. Eu estou francamente e completamente enojado.
   Vocês todos não tem a honra e a maturidade para seguir os padrões que a Texas A&M estabelece e nem a competência e/ou o desejo de fazer um trabalho com a qualidade necessária para passar no curso. Eu não vou mais dar esta aula e todos estão recebendo uma nota baixa”.

   O e-mail também foi encaminhado para a diretoria com um recado extra: “agora o problema é de vocês”.

   Horwitz cedeu uma entrevista ao site Click2Houston.com e afirmou que a decisão não veio do nada, veio após um semestre inteiro de alunos fazendo bullying e colando descaradamente nas provas. “Eles são imaturos e não estão prontos para se virar no mundo real. Ficou claro que eles não conseguem fazer as coisas mais simples e básicas que deveriam saber”, disse.
   Diante da saia-justa, a universidade garantiu a todos que a nota F coletiva não será considerada e eles terão a chance de receber uma nota individual após a entrega de um trabalho.

E aí? Você concorda com a atitude do professor? E da universidade em passar uns "trabalhinhos"? Comente!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Correria. Vida de Professor não é fácil II

Primeiramente para você que não entendeu o motivo de ter um “2” na frente do título desse artigo, o motivo é bem simples. Em 2010, no meu primeiro ano oficialmente como professor escrevi um texto intitulado “Correria. Vida de professor não é fácil”, por isso esse é o dois, que não é uma continuação, mas sim uma nova história já que desde que comecei dar aulas, esse ano está sendo o mais tumultuado.
Desde o começo das aulas os meus dias estão ficando cada vez mais curto, sobretudo em razão do número de aulas e escolas por onde passo diariamente.  Nesse ano estou em quatro escolas (CE Pingo de Gente – OBJETIVO, EE Profª. Marilene, EE Carlos Barozzi e EE Saturnino), que por sua vez estão em três cidades diferentes (Estrela d’Oeste, Fernandópolis e Guarani d’Oeste) nas quais tenho 12 salas e mais de 270 alunos desde o 6º ano até a 3ª série do ensino médio. Tudo isso sem contar as reuniões semanais, minha jornada incansável na Info, no shopping e o percurso entre uma escola e outra que me faz percorrer aproximadamente 460 km todas as semanas, o que totalizam cerca de 70 horas de trabalho semanalmente, sem contar intermináveis horas que passo preparando e corrigindo aulas, provas e trabalhos. Muitas pessoas dizem que é loucura, outros dizem que isso não é vida e alguns até me aconselham a desistir, porém sempre ouço essas coisas e as ignoro.
Tento tratar todos os meus alunos da melhor maneira possível e trabalhar com muita alegria, dedicação e compromisso em fazer o meu melhor. Não é fácil. Já disse em outras ocasiões que adoro a minha profissão e não me vejo fazendo outra coisa que não seja o trabalho em sala de aula. A jornada é difícil, mas eu amo essa vida de professor.
Abraço a todos!